As cores do Cerrado nas unhas das brasileiras

Jornal O Popular – 14 de setembro de 2015

O Cerrado está no ar, no calor da estação, na mesa, nas conversas de bar e nas unhas. Nas unhas? Sim, desde 2010 a Blant Cosméticos, marca 100% goiana, desenvolve uma linha de esmaltes com tendências naturais e cores vibrantes que foi batizada, inicialmente, como Coleção Cerrado.

A empresária Tânia Tereza Borges Cardoso trabalhou como representante do segmento por dez anos. E decidiu lançar a marca própria após perceber a falha no abastecimento de produtos em Goiás e Brasília. Diante de uma pesquisa de mercado, ela constatou que faltavam produtos e não existia uma marca identificada com o Centro-Oeste do País.

“As pessoas reclamavam da falta de acesso aos lançamentos. Percebi a necessidade de uma marca regional”. Sem medo de arriscar, ela juntou tudo que tinha e investiu R$ 70 mil. Inicialmente, a produção era realizada de forma terceirizada. Tânia criava as cores e o processo de manipulação era feito por uma empresa de São Paulo.

“O frasco dos esmaltes tinha tampa preta diferente dos tradicionais e, por isso, as pessoas achavam que se tratava de um produto importado. O que era para ser um atendimento regional acabou se expandindo para todo o País”, afirma a empresária. Atualmente, a marca é comercializada em 15 Estados.

Setor

No mercado há quatro anos, a Blant Cosméticos foi um tiro certeiro. O setor de higiene, perfumaria e cosméticos faturou a bagatela de R$ 101 bilhões no País só no ano passado. O Brasil é o terceiro maior mercado consumidor de produtos ligados à beleza, com crescimento de 10% do mercado ao ano.

O diretor superintendente do Sebrae Goiás, Igor Montenegro, explica que o motivo do sucesso desse setor se dá pela fidelidade do público feminino que mantém os gastos por beleza. E do público masculino que aumentou o uso desses produtos nos últimos anos. “O mercado também oferece ao consumidor uma diversificação de produtos”, declara. Mesmo sendo um setor atrativo, Igor explica que são necessários alguns cuidados antes de investir no segmento (veja quadro).

“Quando montei a empresa, fiz por impulso. Não queria perder a oportunidade do negócio. Não houve planejamento. Todo o investimento foi feito com recurso próprio. Mas não me arrependo, porque o negócio deu certo”, comemora Tânia.

Fábrica

Mas os erros contribuíram para que a empresária se organizasse estrategicamente para montar a própria fábrica, que teve licença liberada em abril deste ano. Com apenas cinco funcionários, a unidade fabril produz 800 mil vidros de esmaltes por mês. “Atualmente, são 72 opções de cores focadas em mulheres ousadas, modernas e que apreciam produtos diferentes e de qualidade”, afirma Tânia. Além disso, o portfólio se concentrou também na linha de cuidados com os pés, mãos e cutículas.

Otimista, Tânia já elaborou as estratégias de competitividade e investiu em tecnologia para novos lançamentos em 2016. Para a coleção de verão, cinco cores de esmaltes serão lançadas. De imediato, mais sete produtos para unhas. Além de uma nova linha de cuidados com as mãos. “A qualidade é o nosso foco. Através de nossas missões no exterior, conseguimos trazer inovação e tecnologia para o mercado, com preço acessível para o consumidor”, ensina.

“Não houve um planejamento quando decidi montar o negócio. Surgiu a oportunidade de mercado e decidi agarrá-la com unhas e dentes. O que deu certo e nos ensinou a planejar os próximos passos.”
Tânia Tereza  Borges Cardoso, empresária.

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